Confissões de um melômano

domingo, 27 de dezembro de 2009

O ano se encerra ao som de muito Mozart. À medida que leio outra biografia dele (link), corro ansioso para a minha biblioteca de MP3 para ouvir novamente as peças que vão sendo descritas. Mentalmente comparo com os quatros volumes da última biografia que li (link), autoria de Christian Jacq. Talvez ambas sejam ficções históricas, baseadas em fatos reais, mas cada um descreve a vida de Mozart de acordo com as pretensões e disposições peculiares de cada um (Christian Jacq é um egiptólogo maçom e o Casas é um jornalista premiado). A única certeza que extraio deste mergulho musical e biográfico é que Mozart vai me acompanhar pelo resto da vida, justificando e entendendo porque gosto especialmente do mestre de Salzburgo.

No meu MP3 Player, Mozart tem Bach como companhia. Historicamente conectados através de um filho de Bach (Johann Christian Bach), musicalmente unidos pelo classicismo e pelo estilo galante, desfilam nobreza, harmonia e muita beleza demonstrando os mais belos momentos da história da música. O maestro Julio Medaglia descreve com precisão o período da história da música vivido por estes dois compositores: "O termo clássico relaciona-se diretamente com os ideais apolíneos da antiga Grécia: objetividade, controle emocional, clareza formal e respeito pelos princípios estruturais do discurso musical." Mesmo fugindo eventualmente até o período barroco pra ouvir Bach, não consigo me afastar do estilo clássico e sempre volto saudoso à segunda metade do século XVIII e início do século XIX.

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