
Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Marquez
Apesar de ter gostado do livro, um livro bem escrito com uma linguagem envolvente, senti falta de um pouco de nobreza no livro. Desde o início até o final, os nomes repetem-se, a mesma monotonia, ou solidão pessoal, aproxima-se de cada um dos vários personagens que contam a estória da família Buendia.
Fiquei me perguntando se o livro era real ou ficção, dado a perversidade do cotidiano mais simples de cada personagem do livro. Se for um ensaio, fico me perguntando o que podemos ganhar contando uma realidade tão dura e perversa. Afinal de contas, a leitura estimula e ensina, cumprindo um caráter pedagógico muito eficiente. Se não for ficção, só se demonstra os aspectos mais cruéis e perversos de cada ato cotidiano, de cada personagem. De um jeito ou de outro, falta nobreza e dignidade. Não há um ato que diferencie alguém com caráter mais reto e forte. Mesmo as conquistas militares, políticas, religiosas ou sociais são todas manchadas com tons de desonestidade e corrupção.
Apesar disso, eu gostei do livro. Talvez essa seja a grande reflexão do livro. Foi o primeiro livro de Gabriel Garcia Marques que eu li. É um convite para uma próxima leitura, para confirmar ou não a minha percepção. Fico com a frase de um amiga com a qual eu comentei o texto: "Por isso Gabo não é um clássico."