quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A descoberta do Brasil - Paulo Alexandre Loução
É mister perceber que ainda falta muito a ser pesquisado e publicado sobre um tema que nos acompanha desde a escola primária, o Descobrimento do Brasil. Não quero analisar as causas da ausência de trabalho e de pesquisa sobre um tema tão importante para a história nacional, mas analisar as profundas raízes filosóficas e espirituais descritas no livro da Editora Ésquilo.
Talvez uma investigação oficial descubra que o descobrimento do Brasil não foi fruto do acaso de uma expedição que navagava pelo Caminho das Índias e que a expedição de 1500 de Pedro Álvares Cabral pode ter sido não a primeira a aportar por aqui. As cartas de navegação e a técnica marítima dos portugueses, um pequeno país europeu que não se sabe de onde tirou tanta capacidade naval, são utilizados até hoje com uma precisão impressionante. De onde veio todo este conhecimento?
A pequena resenha publicada na ante capa do livro nos dá duas possíveis respostas, o legado templário e a regência de D. João II, que se unem perfeitamente numa origem espiritual que gerou um dos períodos mais impressionantes da História de Portugal: o período dos grandes descobrimentos.
É sintomático a assinatura do Tratado de Tordesilhas pelo Rei de Portugal, garantindo a este país uma terra que ainda não existia, e que hoje constitui um país de dimensões continentais, em oposição às extensões diminutas de todos os outros países à oeste do Tratado. Ainda mais intrigante é perceber que o nome deste país continental pode ter vindo não de uma árvore que dava um fruto de cor vermalha, mas de uma antiga tradição encontrada num mapa marítimo do século XII e que contava sobre uma ilha paradisíaca localizada no meio do Oceano Atlântico e que se chamava Brasil.
